Ambiente de Confrontação (exposição)

Ambiente de Confrontação (exposição), 1972

Instalação

Instalação com 6 artistas convidados

Ambiente de Confrontação

Meu depoimento

 

Em decorrência do pedido ao MAC de Anésia Pacheco Chaves e Ely Bueno, sugerindo ao Museu a promoção de algo tão intenso e excitante quanto o que foi visto em um ensaio geral de Gracias Señor, peça do Teatro Oficina -pedido que incluía participação de Alan Meyer, minha e de mais alguém que não conhecíamos- imaginamos uma instalação com o tema ambiente de confrontação em analogia à cena muro de confrontação que se via em Gracias Señor. Reunimos obras em papel de seis artistas e discutimos que “confrontação” era possível identificar entre eles. Além de Anésia e Ely; Anabella Geiger, indicada por elas; Baravelli, Tozzi e Savério Castelano indicados por mim.

Da conversa com Alan, montei um gráfico com comentário sobre o Barroco e a contemporaneidade de onde extrai um esquema espacial concêntrico, com o miolo denominado inter, uma camada intermediária denominada mater e uma camada externa denominada exter.  Um olhar crítico localizou os artistas nas camadas que lhes correspondiam, segundo sua vocação mais aparente do intimismo espiritual (inter) até a apresentação coisas concretas (exter), passando por uma espécie de processo de materialização da forma expressiva (mater). 

A estrutura ficou resolvida com tiras de plástico transparente, perto de cinco metros de comprimento e cerca de um metro e meio de largura, calculadas para funcionar como cortinas transparentes dispostas em círculos concêntricos, presas no teto em ripas de madeira arranjadas em forma estelar. Nessas cortinas foram fixados os trabalhos dos artistas convidados segundo as camadas que os acomodassem.

Algumas dessas cortinas, vazias, receberam desenhos de figuras humanas que, por transparência, faziam comentários visuais em parceria com grupos teatrais convidados a improvisar no ambiente.

 

Gabriel Borba

Conjunto da Obra